O preconceito foi o tema da aula do dia 31 de maio. O grupo que apresentou o seminário soube expandir o conceito para além do "tradicional" preconceito racial (se é que ainda podemos chamá-lo assim, já que há anos sabemos que a ciência comprovou que não existem raças humanas).
Não há dúvidas de que cada um de nós esconde, dentro de si, um ou vários preconceitos que, sem que a percebamos, se manifestam de alguma maneira quando não estamos esperando. Resumir o preconceito a unicamente a discriminação pelos diferentes tons da pele é ser simplista demais.
Diariamente, eu tenho incontáveis manifestações internas de pré-julgar pessoas. E acredito não ser solitária nisso. Infelizmente, muitas pessoas nem se dão conta dessa atitude.
Há um questionamento que me pertuba há tempos e que ficou ainda mais forte após essa apresentação: é possível não ser preconceituosa nunca? Tento estar sempre atenta às minhas manifestações preconceituosas para evitá-las ao máximo. Mas até hoje nunca consegui tirá-las no meu pensamento. Ainda que, ao chegar ao consciente, eu evite que esse sentimento ruim se manifeste, ele existe em mim.
E, durante a apresentação do grupo, percebi que, naquela mesmo aula, eu estava sendo preconceituosa. Eu tinha uma ideia preconcebida de muitos dos meus colegas de sala, de quem não me aproximava por já ter uma ideia de que não poderia ter algo em comum com aquela ou aquela pessoa.
Saí da aula pensando sobre como isso nos afeta e como isso poderia ser trabalhado muito profundamente nas escolas. Algo que eu, partiularmente, nunca vi acontecer.
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