Confesso que não sabia muito o que esperar da disciplina com um título tão abrangente como Práticas escolares, diversidade, subjetividade. A aula podia ser tudo, ou pior, podia ser qualquer coisa.
Como filha e irmã de professoras, se tem algo que me incomoda entre os profissionais do ensino é essa mania corriqueira de culpar os outros pelos problemas: a escola é mal localizada, os alunos são preguiçosos, os pais não se preocupam com os filhos, a diretora não dá apoio, a coordenadora não orienta, os outros professores não ajudam... Tudo é motivo para o trabalho não ser bem feito. Ninguém quer assumir a parte que lhe cabe no tal latifúndio.
Por isso, à medida que a aula foi se desenvolvendo, eu fui divagando sobre a possibilidade de analisar a escola da perspectiva psicológica: e se a gente fizesse mais? E se a gente mandasse a instituição para o psicólogo? Colocasse a escola no divã e mostrasse para ela quem é a responsável pela sua própria vida?
Foi com essa ideia maluca que saí da primeira aula da disciplina de nome abrangente já com o título desse blog criado. Como seria bom se a gente conseguisse dar à escola essa libertação desesperadora que a terapia nos dá: assumir a responsabilidade pelos próprios atos e deixar de culpar o destino pelas agruras da vida e esperar dele as felicidades.
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